A destruiÇÃo da BabilÔnia do fim dos tempos

A Babilônia foi fundada por Ninrode, ou Nimroud-bar-Cush (Ninrode, filho de Cuxe), com o nome de Bab-El, que significava "Portal de Deus". Mas por causa do juízo divino, Bab-El se transforma em Babel, que quer dizer confusão. O relato de sua fundação está em Gênesis 10:8-10:

"E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra. E este foi poderoso caçador diante da face do Senhor; por isso se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. E o princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar [na Babilônia]."

Ninrode, em hebraico, significa rebelde, revolta, indignação. Gênesis 10:8-9 descreve que Ninrode era um caçador e que defendia seus próprios interesses, tudo "diante da face do Senhor", isto é, afrontava ao Senhor constantemente em desobediência. Por isso, alguns teólogos chegam a comparar Ninrode a uma espécie de anticristo, devido à sua atitude de constante oposição a Deus.

Começa-se, então, uma linhagem de um povo altamente opositor a Deus. Estabelece-se, portanto, o primeiro povo a cometer grande apostasia. Um detalhe de extrema importância denuncia tal oposição em Gênesis 11:4:

"E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra."

O detalhe é exatamente o desejo dos habitantes de Babel em construir uma torre que tocasse os céus. Tal fato é expressa o mesmo orgulho que o diabo teve em Ezequiel 28 e em Isaías 14 de querer ser mais alto do que Deus. Portanto, a característica satânica do povo é a marca registrada de Babilônia.

A Bíblia afirma que no final dos tempos a Babilônia ressurge e se transforma em morada do anticristo. O seu ressurgimento literal se cumpriu com sua reconstrução realizada por Saddam Hussein. Satanás realmente escolheu a Babilônia como o berço de todas as suas maldades que posteriormente se espalharam por toda a terra. Da Babilônia, veio a falsa religião, também veio o primeiro intento do homem em desafiar a vontade de Deus, excluindo-O de seu governo.

Apocalipse 17:1-6 descreve a Babilônia do final dos tempos:

"E VEIO um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação (sentença, julgamento) da grande prostituta (idolatria) que está assentada sobre muitas águas; Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição (idolatria). E [o anjo] levou-me [arrebatado] em espírito a um deserto (ermo), e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes (títulos) de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e [ela] tinha [seguro] na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome [com um significado simbólico secreto]: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições (idolatrias) e abominações da terra. E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos (o Povo de Deus), e do sangue das testemunhas [mártires] de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração."

A mulher assentada sobre uma besta descreve dois pontos importantes para o entendimento da Babilônia do final dos tempos:

  1. O termo mulher ou prostituta representa uma falsa religião
  2. O termo besta representa o anticristo

Em outras palavras, a junção da mulher com a besta em Apocalipse 17:1-6 significa que a Babilônia juntará poderes religiosos e políticos para controlar a população mundial durante a Tribulação. Tanto para a Babilônia política como para a religiosa, Deus promete o Seu juízo e destruição.

Curiosamente, a Babilônia religiosa será destruída pela Babilônia política, conforme Apocalipse 17:15-18:

"E [o anjo então] disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas (idiomas). E os dez chifres que viste na besta são os que [exatamente] odiarão a prostituta (a mulher idolatrada), e a colocarão desolada (cheia de luto) e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo. Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras (intenções e promessas) de Deus. E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra."

Os versículos acima enfatizam a destruição da Babilônia religiosa pela Babilônia política. O que se pode concluir imediatamente com isso é que o anticristo não se contentará com o poder político somente, mas também quererá receber toda e qualquer forma de adoração da população mundial, confirmando o que está escrito a respeito de seu caráter em 2 Tessalonicenses 2:4:

"O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que [ele, na verdade] se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus."

Portanto, a destruição total da Babilônia ocorrerá em dois tempos:

  1. O próprio anticristo destrói a Babilônia religiosa, fundindo-a à Babilônia política
  2. Deus finalmente destrói totalmente a Babilônia política eliminando-a para sempre

Quando estudamos o Julgamento das Taças, percebemos que agora, na segunda metade da Tribulação, o foco principal de Deus é a destruição do anticristo e seu reino na terra. Isso implica na destruição da sede de seu governo satânico, que será a Babilônia. Aliás, alguns teólogos definem a Babilônia reconstruída como sendo o próprio trono de Satanás.

Sem sombra de dúvidas, a Babilônia que será sede do governo do anticristo será uma cidade de grande esplendor e magnitude, uma espécie de capital do mundo durante a Tribulação. Porém o Deus Todo-Poderoso promete uma destruição muito rápida para a Babilônia do final dos tempos, e a destruirá em um espaço de apenas uma hora, conforme Apocalipse 18:19:

"E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência [através de sua extravagância]; porque numa hora foi assolada."

O versículo acima ainda nos mostra que todos os mercadores que faziam comércio com aquela cidade, reis e comerciantes que se enriqueciam através da Babilônia contemplarão com extrema tristeza a sua plena destruição.

Existem ainda dois fatos importantíssimos dentro do contexto da destruição da Babilônia do final dos tempos. Um deles é que Deus convoca misericordiosamente o seu Povo (os que se converteram durante a Tribulação) a saírem imediatamente da Babilônia antes de destruí-la. Está em Apocalipse 18:4-5:

"E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados (iniqüidades e transgressões) se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela [e chegou a hora de cobrar isso dela]."

Ou seja, mesmo dentro da Babilônia, existirão pessoas que, de uma forma ou de outra, não aceitaram a marca da besta e viviam clandestinamente dentro de Babilônia. Deus alerta aos Seus que saiam de lá imediatamente para não presenciarem sua destruição. Tal fato mostra a fidelidade de Deus para com todo aquele que Nele crê.

O outro fato importante se encontra em Apocalipse 18:23-24:

"E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas (seduzidas e iludidas) pelas tuas feitiçarias. E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos (massacrados) na terra."

Aqui Deus deixa claro que eliminou para sempre e formalmente todas religiões e sistemas de governo daninhos à história da humanidade. Ou seja, é a mão de Deus que opera e muda a história.

Dessa maneira, Deus destrói a Babilônia para sempre e destrona o anticristo, o que na realidade é destronar o próprio Satanás.

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