Notícia do Diário do Grande ABC de 25 de novembro de 2003 (link não mais disponível)

Israelenses apresentam 'plano de paz' sem Estado palestino (da AFP)

A direita e a extrema-direita israelense apresentaram nesta terça-feira as grandes linhas de um 'plano de paz' alternativo, que descarta a criação de um Estado palestino e se opõe ao desmantelamento das colônias. O projeto apresentado pelos colonos prevê "a erradicação do terrorismo, o abandono do princípio de paz em troca de territórios, uma autonomia administrativa para os árabes e um acordo final regional, que exclui a criação de um Estado palestino e o desmantelamento das colônias", informou à rádio militar um dirigente dos colonos, Ben Tzvi Lieberman.

De acordo com a emissora israelense, o projeto é apoiado por 14 deputados da extrema-direita e do Likud, o partido do primeiro-ministro Ariel Sharon. O plano alternativo aparece antes do lançamento oficial da 'Iniciativa de Genebra', um programa de paz elaborado por políticos da oposição israelense e ex-autoridades palestinas. A iniciativa propõe uma solução detalhada a todas as principais questões do conflito israelense-palestino, incluindo o estatuto de Jerusalém, a sorte dos refugiados, o traçado das fronteiras do futuro Estado palestino, e o destino das colônias.

Sharon, que enfrenta atualmente pressões dos Estados Unidos e uma queda de sua popularidade nas pesquisas, é um inimigo declarado da 'Iniciativa de Genebra'. Em resposta a este plano de paz, o premiê israelense afirmou domingo passado que estudava "gestos unilaterais" para reduzir os ataques contra Israel e aliviar a pressão contra a população palestina. Sharon não quis especificar na segunda-feira se estes "gestos" incluem um desmantelamento de colônias. De acordo com o jornal Maariv, o primeiro-ministro israelense afirmou que "não podemos manter três milhões e meio de árabes sob nosso poder". Com a atuação do plano, os palestinos poderiam votar em legislativas, num processo de eleição por cantão que garantiria uma "maioria judia automática no Parlamento".

O primeiro-ministro seria judeu, mas um árabe poderia ser vice-primeiro-ministro, segundo a rádio. "Este plano é uma alternativa à Iniciativa de Genebra e ao 'mapa da paz', que não trazem boas respostas", sustentou Lieberman, um dos dirigentes do Conselho de Implantações da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

O 'mapa da paz', um plano internacional que até o momento não foi aplicado, prevê o fim da violência da Intifada, a suspensão da colonização israelense nos territórios ocupados e a criação, por etapas, de um Estado palestino até 2005. Lieberman também informou que sua organização havia iniciado uma campanha contra os projetos de Sharon de desmantelar colônias isoladas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Comentário:

Mais uma vez a Palavra de Deus prova que não haverá paz. Somente a segunda vinda de Jesus trará a paz real.

Os líderes israelenses propõem "plano de paz" sem incluir um Estado da Palestina em 2005. Qual a conclusão? Mais atentados, mais guerra entre árabes e judeus.

Em Daniel 9:27 o anticristo fará o acordo de paz com Israel por sete anos. Também será uma falsa paz que será quebrada depois de 3 anos e meio deste acordo. 

A Paz do Senhor a todos!

Últimas Notícias