Notícia do jornal "O Estado de São Paulo" de 01 de agosto de 2006

http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/ago/01/21.htm

Irã rejeita resolução da ONU sobre urânio

LONDRES - O embaixador do Irã junto à Organização das Nações Unidas (ONU), Javad Zarif, rejeitou uma resolução do Conselho de Segurança do órgão pedindo ao seu país que suspenda sua atividades de enriquecimento de urânio até 31 de agosto. A resolução aventa a possibilidade de sanções econômicas e diplomáticas contra o Irã, caso as exigências não sejam atendidas.

Zarif afirmou na capital iraniana, Teerã, nesta terça-feira que o programa nuclear de seu país não representa uma ameaça à paz internacional e que levar o caso ao Conselho de Segurança é ilegal.

O Irã já deixou claro que, se a resolução fosse aprovada, não estudaria mais a oferta de um pacote de incentivos para suspender o enriquecimento de urânio.

O analista de Política Iraniana da BBC, Sadeq Saba, o governo do país pode também decidir suspender a cooperação com os inspetores nucleares da ONU, ou se retirar do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

"Medidas apropriadas" - Se o Irã não "suspender todas as atividades relativas ao enriquecimento e reprocessamento, incluindo pesquisa e desenvolvimento" até 31 de agosto, o Conselho de Segurança da ONU poderá tomar "medidas apropriadas", de acordo com a resolução.

O Irã havia dito na semana passada que responderia no dia 22 de agosto se aceita ou não o pacote de incentivos proposto em junho para que o país suspenda suas atividades nucleares.

No entanto, o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou no domingo que a crise no Líbano poderia levar o país a reavaliar sua resposta ao pacote de incentivos.

Rússia e China - O texto foi aprovado por 14 votos a 1. O Catar foi o único que se posicionou contra a resolução. O documento foi originalmente formulado por Grã-Bretanha, Alemanha e França, com apoio americano. A resolução aprovada é mais branda, por insistência de Rússia e China, do que versões anteriores que previam sanções imediatas.

Na última sexta-feira, o Irã pediu pela continuidade das negociações internacionais, possibilidade refutada a menos que o país suspenda seu programa de enriquecimento de urânio. Os Estados Unidos e outros países ocidentais acusam o Irã de usar seu programa nuclear como fachada para a produção de armas. O Irã insiste que o programa tem fins pacíficos e o único objetivo é a produção de eletricidade

Comentário: (clique sobre os textos em destaque para mais informações)

O fato do Irã rejeitar a resolução imposta pela ONU simplesmente continua o andamento para que no futuro cumpra-se a profecia de Ezequiel 38-39. A crise no Oriente Médio somente contribuiu para acelerar o processo do cumprimento das profecias dos últimos tempos, por conta do aumento do caos na região. O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad declarou publicamente o seu apoio ao movimento terrorista Hezbollah.

O fato da Rússia querer sanções mais "brandas" associado às notícias anteriores relacionadas a este mesmo assunto, denuncia que Rússia, Irã e Líbia possuem realmente uma aliança militar. A Rússia tenta passar a imagem de neutralidade e diplomacia perante à situação, mas declaradamente é aliada ao Irã, a ponto de oferecer seu território para que o Irã continue desenvolvendo tecnologia para fabricação da bomba atômica.

Em Ezequiel 38:2-6, Deus revela ao profeta Ezequiel os detalhes da aliança inimiga de Israel no final dos tempos:

"Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. E dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal. E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, manejando todos a espada. Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo."

Segundo os historiadores, estes povos correpondem a:

Gogue e Magogue: Rússia
Persas: Países Árabes (inclusive o Irã)
Etíopes: Etiópia
Pute: Líbia

Gômer e Togarma: Turquia e Irã, pois estes povos correspondem aos territórios destes destes dois atuais países

O ano de 2006 é um ano de se redobrar a vigilância e a oração. Os eventos indicam que a geração atual pode mesmo ser a que presenciará o Arrebatamento da Igreja. Ao que tudo indica, falta muito pouco tempo para a volta de Jesus e ainda temos muito trabalho evangelístico pela frente. É tempo de orar tanto por Israel como também pelo Irã. Muitas vezes, manobras de líderes custam caro para a população.

Nota: Queremos deixar claro que não temos nada contra o povo iraniano, líbio ou qualquer outro povo de origem árabe ou russa. Os acontecimentos aqui citados dizem respeito a governos, líderes, manobras políticas vindas de governantes, e não ao povo em geral. Nosso papel é alertar a respeito do cumprimento das profecias bíblicas que antecedem o Arrebatamento, a Tribulação e o Aparecimento Glorioso de Cristo.

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A Paz do Senhor a Todos!

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