Notícia do jornal "O Estado de São Paulo" de 24 de setembro de 2007

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u330984.shtml

Irã não atacará Israel nem qualquer outro país, diz presidente

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse hoje à agência de notícias Associated Press que seu país "não tem a intenção de atacar Israel" nem qualquer outro país, e descartou também a possibilidade de uma ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã.

"O Irã não atacará nenhum país", disse ele na entrevista. "Sempre mantivemos uma política defensiva, e não ofensiva, e nunca tentamos expandir nosso território", disse ele.

Questionado se acredita que os Estados Unidos preparam uma guerra contra seu país, ele disse: "Não é assim que eu vejo (...) Acredito que esses rumores nascem, primeiramente, da raiva. Em segundo lugar, serve às propostas eleitorais domésticas [dos EUA]. Em terceiro lugar, serve para encobrir as falhas da política americana no Iraque", disse Ahmadinejad.

"Mas não acredito que se possa compensar um erro cometendo outro", acrescentou ele.

Neste domingo, Ahmadinejad já havia descartado um conflito com os EUA em entrevista ao jornal "60 Minutos", da rede CBS. "É errado pensar que o Irã e os EUA caminham em direção a guerra. Quem diz isso? Porque deveríamos ir à guerra? Não há guerra em vista".

Na entrevista, ele também negou a intenção de seu país de construir uma arma nuclear. "Vocês [EUA] têm que entender que não precisamos de uma bomba nuclear. Não precisamos disso. Por que precisaríamos de uma bomba?", disse ele à rede de TV americana.

"Nas relações políticas atuais, uma bomba não tem qualquer utilidade. Se ela fosse útil, teria impedido a queda da ex-União Soviética", acrescentou.

Os EUA acusam o governo do Irã de desenvolver secretamente armas nucleares, e de ajudar milícias xiitas no Iraque com armas e recursos. O Irã nega as acusações.

ONU - Ahmadinejad deve fazer um discurso na Universidade de Columbia nesta segunda-feira. Amanhã, ele deve participar da Assembléia Geral da ONU em Nova York. A visita será sua terceira ida à reunião do órgão em Nova York em três anos.

Antes de deixar o Irã, ele disse que o povo americano "não recebeu as informações corretas", e que sua visita aos EUA dará a eles a chance de "ouvir uma voz diferente".

Ahmadinejad já apelou ao povo americano em ocasiões anteriores, fazendo distinção entre a população e o governo. Recentemente, ele disse em um programa de TV que o Irã quer "paz" e "amizade" com os Estados Unidos. Desde que chegou ao poder, em 2005, ele enviou cartas ao povo americano criticando o governo de Bush e sua política no Oriente Médio.

Os Estados Unidos dizem que preferem resolver a questão com o Irã diplomaticamente, e não militarmente, mas que "todas as opções são analisadas". O comandante das forças americanas no Oriente Médio descartou a possibilidade de as tensões levarem a uma guerra.
"Este rumor constante rumor de conflito me incomoda, ele não ajuda em nada", disse William Fallon, chefe do Comando Central americano, em entrevista à rede de TV Al Jazeera (Qatar).

Marco Zero - No entanto, seu pedido para visitar o Marco Zero, onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center derrubadas em um ataque terrorista em 2001, foi negado pelos EUA devido a críticas de políticos que consideraram que a visita "violaria" o local de homenagem às vítimas.
Após os atentados de 11 de Setembro, centenas de iranianos realizaram vigílias em Teerã.

"Em geral, as pessoas vão a esses locais para prestar homenagem, e também para expressar seu ponto de vista sobre as raízes de tais incidentes", disse Ahmadinejad.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou hoje, em Nova York, que uma visita de Ahmadinejad ao local seria "uma farsa". "Está aqui quem preside um país que provavelmente é o maior apoio do terrorismo, alguém que nega o Holocausto, alguém que fala de apagar outros países do mapa", disse ela, referindo-se a Ahmadinejad.

A Universidade de Columbia cancelou no ano passado uma visita do líder iraniano, citando "razões de segurança" e de "logística".

A visita de Ahmadinejad causa controvérsia no Irã. Parte da população diz acreditar que sua visita é uma "publicidade" que "denigre a imagem do Irã no mundo".

Comentário: (clique sobre os textos em destaque para mais informações)

Em sua visita aos EUA, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad infelizmente não possui credibilidade em suas declarações. Apesar de insistir de que os fins nucleares seriam pacíficos, há reatores de água pesada em algumas usinas iranianas. Tal reator tem somente a finalidade de enriquecimento de urânio com fins bélicos.

Mahmoud também já fez várias declarações hostis a Israel, chegando ao ponto de negar que houve um Holocausto na época de Adolf Hitler. A visita de Ahmadinejad aos EUA parecem ter a finalidade de desviar atenções e de colocar "panos quentes" na relação entre os dois países. Quem afirma publicamente que Israel deveria ser "riscado do mapa" não poderia estar usando de simples ironia. O governo tem fortes indícios de ser, nos dias atuais, um dos maiores colaboradores do terrorismo no mundo árabe.

O profeta Ezequiel escreve sobre uma aliança inimiga em Ezequiel 38 que tentará invadir Israel no final dos tempos. Ezequiel 38:2-6 diz o seguinte:

"Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. E dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal. E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, manejando todos a espada. Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo."

Segundo os historiadores, estes povos correpondem a:

Gogue e Magogue: Rússia
Persas: Países Árabes (inclusive o Irã)
Etíopes ou Cuxe: Etiópia
Pute: Líbia
Gômer e Togarma: Turquia e Irã, pois estes povos correspondem aos territórios destes destes dois atuais países

Fiquemos atentos, porque a Bíblia não especifica se a profecia de Ezequiel 38 terá lugar antes ou depois do Arrebatamento. Isso significa, sem sombras de dúvida, de que o Arrebatamento está na iminência de ocorrer.

Nota: Queremos deixar claro que não temos nada contra o povo iraniano ou qualquer outro povo de origem árabe ou russa. Os acontecimentos aqui citados dizem respeito a governos, líderes, manobras políticas vindas de governantes, e não ao povo em geral. Nosso papel é alertar a respeito do cumprimento das profecias bíblicas que antecedem o Arrebatamento, a Tribulação e o Aparecimento Glorioso de Cristo.

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A Paz do Senhor a Todos!

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