Notícia do jornal "O Estado de São Paulo" de 26 de novembro de 2007

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u348716.shtml

Veja as questões centrais do conflito israelense-palestino

Veja as principais questões que deverão ser abordadas na conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, nesta terça-feira:

Criação de um Estado palestino - Os palestinos querem proclamar na Cisjordânia e na faixa de Gaza um Estado soberano. Israel exige que seja uma entidade desmilitarizada e reclama o controle de seu espaço aéreo e de suas fronteiras. As partes estão de acordo que Gaza e Cisjordânia, regiões separadas fisicamente, devem ser unidas de alguma forma atravessando o território israelense.

Fronteiras da entidade palestina e as colônias judias - Oficialmente, os palestinos exigem uma retirada israelense de todos os territórios ocupados desde junho de 1967, incluido Jerusalém Oriental.

Segundo o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, os palestinos querem "um Estado que tenha como base as fronteiras de 1967". "A superfície da Cisjordânia e da faixa de Gaza é de 6.205 km2 e queremos estes 6.205 km2", disse Abbas.

Os palestinos exigem que as colônias desapareçam. Em 2005, Israel retirou todos os assentamentos da faixa de Gaza e quatro implantações isoladas na Cisjordânia.

Jerusalém - Israel conquistou, em 1967, a parte oriental (árabe) de Jerusalém e se apropriou dela, já que considera esta cidade a capital eterna e indivisível do Estado de Israel. A ANP quer converter Jerusalém Oriental na capital de seu futuro Estado, e afirma que esta é uma condição não-negociável.

Nas negociações de paz de Camp David, em 2000, o primeiro-ministro israelense da época, Ehud Barak, rompeu o tabu e propôs pela primeira vez compartilhar a soberania de Jerusalém Oriental, sugerindo que os bairros periféricos árabes passem a ficar sob controle palestino.

Barak também sugeriu dar um estatuto especial à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, lugar sagrado muçulmano construído sobre o antigo templo dos judeus.

O atual primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, sugeriu que Israel poderá ceder aos palestinos alguns bairros de Jerusalém Oriental.

Refugiados - Existem 4 milhões de refugiados palestinos, expulsos de suas casas quando foi criado o Estado de Israel em 1948. Os palestinos sempre exigiram que Israel reconheça o direito ao retorno destas pessoas, conforme indica a resolução 194 da Assembléia Geral da ONU.

Israel se nega categoricamente a conceder este "direito ao retorno" porque porá fim ao caráter judeu do Estado, mas está disposto a tolerar a instalação destes refugiados no futuro Estado palestino.

Controle da água - Israel controla 80% da camada freática, ou primeira camada de água subterrânea, da Cisjordânia. Os palestinos querem que se reparta da forma mais equitativa e argumentam que sua população cresce mais rapidamente e, além disso, sofre uma falta crônica deste recurso natural indispensável.

Caráter judeu do Estado de Israel - Olmert exige que os palestinos reconheçam Israel como o "Estado do povo judeu" em qualquer negociação de paz futura. Mas os palestinos consideram que aceitar este ponto significaria renunciar ao direito de retorno para seus refugiados a Israel.

Calendário - Os palestinos querem que se fixe uma data-limite para conseguir um acordo de paz, de preferência antes do final, em janeiro de 2009, do segundo mandato do presidente George W. Bush. Israel se nega a estabelecer um calendário, apesar do primeiro-ministro acreditar que se pode chegar a um acordo no decorrer de 2008.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque para mais informações)

Orem pelas questões acima! E fiquem atentos à Conferência de Paz entre judeus e palestinos promovida pelos EUA para essa semana! Ele será um ensaio do que será o acordo do anticristo com Israel, que iniciará os sete anos de Tribulação . Segundo a profecia bíblica, mesmo que não seja esse acordo de novembro o que revelará o anticristo, fica claro que os eventos atuais estão plenamente em concordância com a formação do cenário descrito pela Bíblia para o Oriente Médio no fim dos tempos.

Também vale a pena comentar que, mesmo após essa tentativa do governo americano, a tendência é que os conflitos continuem. Isso será uma "primeira tentativa de paz", somente - o que pode muito bem favorecer o anticristo e seu falso acordo de paz com Israel em um futuro próximo.

Já não é de hoje que o governo americano tenta intermediar acordos de paz entre árabes e judeus. Presidentes americanos como Bill Clinton já tentaram o mesmo. Aliás, esse é o sonho de todo presidente americano e de todo político de renome mundial. Aquele que conseguir tal feito, estaria consagrando-se como o mais respeitado líder político de todos os tempos.

Não é à toa que o diabo fará com que seu discípulo (o anticristo) realize tal façanha... justamente para ganhar crédito e promover um falso messias para o ponto de vista do povo judeu. Por isso, se você nunca orou pela paz em Jerusalém, clique aqui e ore agora!

Uma observação importante: orar pela paz em Jerusalém não significa ser a favor de Israel e contra os árabes, como muitos deduzem e acabam, por fim, discriminando os árabes. Nossa luta não é contra as pessoas (Efésios 6:12). Lembrem-se que Ismael e Isaque pertencem à mesma semente de Abraão. E Deus promete unir os povos novamente no final dos tempos, durante o Reino Milenar de Cristo, conforme Isaías 19:19-25:

"Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará. E o Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão. E ferirá o Senhor ao Egito, ferirá e o curará; e converter-se-ão ao Senhor, e mover-se-á às suas orações, e os curará; 23 Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança."

Vocês podem até pensar: "Mas se Deus já vai fazer isso mesmo, porque preciso orar pela paz de Jerusalém?". A resposta é que a intercessão muda a história, e a intercessão nesse sentido poderá muito bem acelerar a volta de Cristo e o cumprimento dessa profecia de reconciliação entre árabes e judeus! Houve muita intercessão (desde 1814) antes de se fundar o Estado de Israel em 1948 - o processo foi acelerado - o Estado de Israel é uma realidade! E será assim também se intercedermos pelo Oriente Médio, porque Deus nunca muda e Ele cumpre Sua Palavra!

Estude os sinais do tempo do fim, clicando aqui.

A Paz do Senhor a Todos!

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