Notícia do jornal "O Estado de São Paulo" de 4 de abril de 2008

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco150608,0.htm

FMI anuncia que crescimento dos EUA está paralisado

Fundo diz que, apesar dos esforços do Federal Reserve, condições de mercado no país pesam sobre economia  

NOVA YORK - O crescimento da economia dos Estados Unidos está, praticamente, "paralisado", é o centro da desaceleração global e a expectativa é de que "permaneça fraco nos próximos trimestres", afirmou o diretor do Departamento de Pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI), Simon Johnson. "Apesar da resposta (do Fed), condições mais apertadas no mercado de crédito, preços maiores de energia, mercado de trabalho frouxo e fraco mercado de moradias conspiram para pesar bastante sobre a economia no curto prazo", disse ele, em entrevista coletiva. "Intensificação nos problemas nos mercados de imóveis nos EUA podem desacelerar a economia na trajetória para recuperação, o que pode levar a maior perdas em balanços de bancos e ter maior impacto macroeconômico (no globo)", advertiu.

Na Europa, a expectativa do FMI também é de crescimento mais lento, mas com alguma defasagem em relação aos EUA. Uma correção nos mercados locais de moradias poderia pesar sobre o consumo na região européia. A turbulência pode enfraquecer fluxos financeiros, na Europa emergente. O economista não divulgou projeções para o PIB, que serão divulgadas oficialmente na próxima semana, durante o Encontro de Primavera do Fundo, em Washington.

Veja abaixo os principais pontos do relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado pelo Fundo nesta quinta-feira, 3.

Crise nos EUA- A política monetária frouxa no início da década atual pode ter contribuído para a escalada dos preços dos imóveis nos Estados Unidos. "Um nível extraordinariamente baixo dos juros nos EUA entre 2001 e 2003 contribuiu, de certa forma, para a elevada taxa de expansão do mercado de imóveis, tanto em termos de investimento em moradias quanto na escalada dos preços em meados de 2005", cita o Fundo.

Crescimento global - O Fundo avalia que o crescimento global está se desacelerando e adverte que uma perda de velocidade significativa mundial poderia enfraquecer as exportações mundiais e deflagrar declínio nos preços das commodities. O FMI também prevê alguma desaceleração nos países nos mercados emergentes. O relatório não contêm as projeções para o PIB global e para as taxas de crescimento das diversas economias mundiais, números que serão divulgados oficialmente na próxima semana, no encontro de Primavera, em Washington.

Commodities - O FMI classifica de "incomum" a forte expansão atual dos preços de commodities, reconhece que os preços tendem a estar sincronizados com a atividade industrial mundial e cita que a "expectativa de que a atividade global irá desacelerar consideravelmente em 2008/09 tem deflagrado preocupação com relação aos mercados de commodities". Contudo, o Fundo afirma que, apesar da queda de preços de algumas commodities iniciada em 2007, um declínio sustentado nos preços "ainda não pode ser identificado". Para o FMI, o 'boom' atual é visto como "incomum", sendo que, de forma conjunta, preços de petróleo e de outras commodities têm avançado fortemente desde 2005.

Emergentes - O processo de integração dos países em desenvolvimento à economia global deve continuar "mesmo se a elevação recente nos preços de commodities tiver desaceleração ou reversão". A maior integração dos países é explicada por melhor qualidade institucional, aprofundamento do setor financeiro, contínua liberalização externa, com "apenas uma contribuição menor" dos movimentos nos preços de commodities. De toda forma, o Fundo afirma que é "notável" a atual expansão de preços de commodities, tanto em amplitude quanto em duração. Diversos países em desenvolvimento continuam dependentes das exportações de commodities. O FMI recomenda aprofundamento de reformas para reduzir a vulnerabilidade dessas economias em relação a eventuais choques externos, incluindo dos preços de commodities.

Brasil - O País deve usar este forte avanço no preço das commodities, mas deve tentar diversificar sua pauta de exportações. O Fundo reconhece os riscos de uma reversão no ciclo de commodities e recomenda que países dependentes de exportações destes produtos procurem fazer reformas e fortalecer instituições para se protegerem da vulnerabilidade em relação a um choque nos preços.

Políticas climáticas - O Fundo alerta sobre os efeitos das políticas climáticas sobre a economia global, exemplificando que "o impacto das recentes políticas de biocombustível sobre os preços dos alimentos e inflação servem como uma lição de advertência". A principal causa dos efeitos negativos, no caso do biocombustível, é o fato de que economias avançadas têm colocado restrições à importação de biocombustível, limitando a produção em países de baixo custo, como o Brasil. O FMI menciona a necessidade de adoção de política multilaterais que incluam todos os grupos de economias mundiais - avançadas, emergentes e em desenvolvimento. Nos próximos 50 anos, calcula o FMI, 70% das emissões devem vir de economias emergentes e em desenvolvimento.

"BC do clima" - Para ajudar a abrandar preocupações que poderiam surgir a partir de políticas climáticas para controle das emissões anuais de gases de efeito estufa, que causariam volatilidade nos preços das emissões destes gases, uma opção é a criação de um organismo, como um "banco central do clima", que interviria comprando ou vendendo permissões de emissões, de acordo com o Fundo. Este tipo de supervisão poderia ajudar a estabilizar o mercado de permissões enquanto também forneceria confiança para o alcance de metas de longo prazo para emissões de gases de efeito estufa.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque par a mais informações)

O anúncio do FMI confirma uma nova crise econômica mundial, centrada nos EUA. Segundo os noticiários de ontem, há analistas econômicos comparando a crise financeira atual à Grande Depressão de 1929. Claro que isso pode ser exagero e levaria os sistemas financeiros ao pânico. O cenário hoje é bem diferente.

No entanto, a economia mundial em crise é um dos sinais do final dos tempos, o qual se chegará a um clímax quando o anticristo implantar a marca da besta, consolidando e controlando a economia mundial.

Hoje, a economia já trabalha com base em blocos únicos. Um exemplo é este próprio reflexo das bolsas européias à mudanças na economia americana. Portanto, as economias nacionais estão, de certa forma, operando interligadas.

Portanto, irmãos, é tempo de vigiarmos pois tais indícios mostram que a Volta de Jesus não está longe de ocorrer, embora não saibamos nem o dia e nem a hora (Mateus 24:36). Somente Deus Pai o sabe.

Estude mais sobre o fator da economia em crise como sinal do final dos tempos, clicando aqui.

Estude os sinais do fim dos tempos clicando aqui.

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