Notícia do jornal "O Estado de São Paulo" de 8 de maio de 2008

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int169314,0.htm

Israel inicia comemorações dos 60 anos de sua fundação

Festas e eventos celebram aniversário segundo calendário lunar judeu; palestinos marcarão data com protestos

JERUSALÉM - Israel inicia nesta quinta-feira, 8, as comemorações dos 60 anos de sua fundação com festas por todo o país. Oficialmente as celebrações tiveram início na noite de quarta-feira, quando encerrou um período de 24 horas decretado para lembrar os soldados que morreram defendendo o país. Foram realizadas grandes festas nas ruas de Jerusalém, Haifa e Tel Aviv, com a presença de músicos e fogos de artifício. Nesta quinta-feira, estão previstas exibições da Força Aérea na capital israelense.

O Estado de Israel foi proclamado no dia 14 de maio de 1948, segundo o calendário gregoriano. Mas, segundo o calendário lunar judaico, os 60 anos são completados nesta quinta-feira. O país foi fundado três anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, na qual milhões de judeus foram exterminados, e seis meses após a ONU ter aprovado a partilha do território que era conhecido como Palestina entre o povo judeu e árabe.

No conflito que se seguiu, calcula-se que 700 milhões de palestinos deixaram a região, tornando-se refugiados. O número atual de refugiados palestinos é calculado em mais de 4 milhões. O direito ao retorno é uma das exigências dos palestinos para a resolução do conflito com os israelenses. A criação do Estado israelense é conhecida como Nakba (tragédia) pelos palestinos e deve ser marcada por protestos e manifestações em territórios palestinos na próxima semana.

Árabes israelenses (que se encontravam em Israel quando da fundação em 48 e se tornaram cidadãos do país) hoje representam 20% da população. Grande parte deles afirma que se recusa a celebrar o aniversário israelense, em solidariedade com os palestinos. Pesquisas de opinião pública sugerem que os israelenses, por sua vez, tem uma percepção cada vez mais negativa dos árabes israelenses.

Israel aguarda, na próxima semana, a visita do presidente americano George W. Bush, que depois seguirá para a Arábia Saudita e o Egito, onde deve se encontrar com o presidente palestino Mahmoud Abbas. Já confirmaram presença também em Israel o ex-premiê britânico Tony Blair, o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, além do prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel, o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger, e o magnata Rupert Murdoch.

"Esses são dias felizes, para se passar com amigos e a família, com muita música para celebrar nossas tradições judaicas", disse o artista Eliram, em Jerusalém.

Pouco mais velho do que o país, Eliram veio jovem do Irã, onde nasceu, para ajudar a concretizar o sonho de um Estado judeu. "Se exagera um pouco a ameaça que o Irã representa", disse ele à BBC Brasil. "A retórica dos políticos iranianos atuais pode ser dura, mas eles vão passar. Irã e Israel vão permanecer", afirma.

O antagonismo com o Irã é apenas um dos problemas que Israel enfrenta, tanto interna como externamente. Desde sua fundação, o país já enfrentou pelo menos seis guerras com países vizinhos, além de conflitos constantes com militantes palestinos. "Nossa batalha tem sido longa. No entanto, é paz e não a guerra o que queremos", disse o primeiro-ministro Ehud Olmert na quarta-feira. A existência de Israel como nação depende, diz ele de sua "vontade e habilidade" de se defender. Mas Olmert disse que há também "um desejo de assumir compromissos".

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Uma observação importante: orar pela paz em Jerusalém não significa ser a favor ddos judeus e contra os árabes, como muitos deduzem e acabam, por fim, discriminando os árabes. Nossa luta não é contra as pessoas (Efésios 6:12). Lembrem-se que Ismael e Isaque pertencem à mesma semente de Abraão. E Deus promete reconciliar os povos novamente no final dos tempos, durante o Reino Milenar de Cristo, conforme Isaías 19:19-25:

"Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará. E o Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão. E ferirá o Senhor ao Egito, ferirá e o curará; e converter-se-ão ao Senhor, e mover-se-á às suas orações, e os curará; 23 Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança."

Vocês podem até pensar: "Mas se Deus já vai fazer isso mesmo, porque preciso orar pela paz de Jerusalém?". A resposta é que a intercessão muda a história, e a intercessão nesse sentido poderá muito bem acelerar a volta de Cristo e o cumprimento dessa profecia de reconciliação entre árabes e judeus! Houve muita intercessão (desde 1814) antes de se fundar o Estado de Israel em 1948 - o processo foi acelerado - o Estado de Israel é uma realidade! E será assim também se intercedermos pelo Oriente Médio, porque Deus nunca muda e Ele cumpre Sua Palavra!

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A Paz do Senhor a Todos!

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