Notícia do jornal "O Estado de São Paulo" de 2 de fevereiro de 2009

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,hamas-e-favoravel-a-tregua-de-1-ano-com-israel,316885,0.htm

Hamas é favorável à trégua de 1 ano com Israel

Porta-voz do grupo condiciona abertura de fronteiras do território palestino para cessar-fogo duradouro

CIDADE DE GAZA - O porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, Fawzi Barhoum, anunciou nesta segunda-feira, 2, que o movimento islâmico aceitará uma trégua de um ano em troca da suspensão do bloqueio ao território palestino. O porta-voz acrescentou que o grupo não decidiu sobre o cessar-fogo de 18 meses proposto por mediadores egípcios. "Seja um ano ou um ano e meio, isso (o acordo) deve estar relacionado à abertura das passagens fronteiriças, incluindo Rafah, e ao fim do bloqueio (israelense)", afirmou Barhum.

Barhoum disse aos jornalistas que essa é a postura que será expressada pela delegação do Hamas que chegou no domingo ao Cairo para negociar com Israel uma trégua estável na Faixa de Gaza através da mediação egípcia. A intenção israelense de ampliar a trégua a uma duração de um ano e meio ainda não foi aceita pelo Hamas e "terá que ser submetida a debate pelos líderes" do movimento islâmico.

Segundo o porta-voz, o Hamas poderia aceitar esse prazo só se for decidido que "serve às aspirações do povo palestino de acabar com seu sofrimento mediante a abertura das passagens fronteiriças e o fim do bloqueio". Ele insistiu em que a negociação da trégua é um assunto "completamente isolado" das conversas para a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por várias milícias palestinas em junho de 2006 e cuja libertação Israel exige como condição para o cessar-fogo.

Reestruturação da OLP - O líder do Hamas exilado na Síria, Mohamed Nazal, afirmou que o movimento islâmico não está disposto a "mendigar" por diálogo com grupos rivais e acusou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de tentar se aproveitar da ofensiva israelense. Os comentários foram resposta às declarações de Abbas no Egito, que no domingo afirmou que não dialogará com grupos que rechaçarem a autoridade da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Um dos dirigentes do grupo afirmou à AFP que o Hamas quer uma "reestruturação imediata de uma histórica OLP. Usama Hamdan, representante do Hamas no Líbano, acusou Abbas de tentar bloquear o acordo de 2005 que permitiu que os islâmicos participassem da organização. "Queremos uma aplicação imediata do acordo de 2005 sobre uma reestruturação da OLP para que ela integre o Hamas e a Jihad Islâmica".

Em entrevista coletiva no Cairo no domingo, Abbas afirmou que "a OLP é o único representante legítimo do povo palestino" e denunciou a existência de um projeto que tem como objetivo a destruição desta organização, cujo grupo principal, o Fatah, é liderado por ele mesmo.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque para mais informações) 

Israel e Hamas continuam se desentendendo e é claro que precisamos orar pela região novamente. Existe uma possibilidade de trégua e este deve ser o motivo principal de nossa oração. Enfatizamos alguns pontos em relação a este conflito:

  • Como cristãos, refutamos toda morte (seja de palestino, seja de israelense). Em um conflito como este, não há vencedores.
  • O Hamas é um grupo terrorista (não apenas um partido político), que veio violando várias vezes o acordo de cessar-fogo que havia feito com Israel, lançando mísseis em direção a cidades israelenses, mesmo antes da data do fim do acordo de cessar-fogo
  • JAMAIS devemos generalizar que todo palestino seria membro do Hamas ou terrorista, como muitas vezes a cultura ocidental impõe e a imprensa coloca. A ofensiva de Israel é contra a liderança do Hamas, não contra os palestinos
  • O governo israelense já havia alertado o Hamas para voltarem a respeitar o acordo de cessar-fogo, senão Israel tomaria as providências para proteger o seu território. Qualquer outro país faria a mesma coisa diante desta situação para proteger os seus cidadãos, depois de violação de um acordo diplomático formal de cessar-fogo

Como cristãos, é importante termos em mente que o Estado de Israel foi uma promessa do Senhor, que a cumpriu conforme Ezequiel 37, mesmo que o Hamas nunca aceite a existência da nação israelense. O povo judeu continua sendo o povo da aliança de Deus e nós somos enxertados na mesma aliança conforme Romanos 11. Outra coisa: tanto o povo judeu como o povo árabe tem o mesmo pai: Abraão. Por isso, Deus faz a promessa da reconciliação entre árabes e judeus, conforme Isaías 19:19-25 (leia o final deste comentário).

O conflito em Gaza infelizmente tem despertado o espírito de antissemitismo mundo afora. Países, partidos políticos e principalmente meios de comunicação já estão se aproveitando da situação para disseminar o sentimento antissemita. Portanto, fiquemos atentos: o nosso papel como cristão é realmente reconhecer que Israel é a nação da promessa do Senhor, que deve ser defendida e que toda nação que se alinhar contra Israel, estará na realidade alinhando-se ao sistema do anticristo num futuro próximo. Porém, não é o papel do cristão "ser a favor dos judeus e contra os árabes" (isso só vai servir, no fim das contas, para aumentar o espírito de divisão e alimentar o antissemitismo), mas deve ser o de interceder pela reconciliação entre os dois povos. Devemos, sim, ser contra as mortes, os conflitos (sempre injustos) na região, e o flagelo que está ocorrendo com a população palestina e israelense inocente da Faixa de Gaza, que sofre consequências das ofensivas entre Israel e o Hamas. Recomendamos que assistam aos vídeo publicados no site do Ministério para melhor entendimento do conflito. Clique aqui para assistir aos vídeos.

Portanto, pedimos que vocês intercedam por estes pontos específicos urgentes em suas orações:

  1. Para que cesse o novo conflito desta semana;
  2. Para que o Senhor proteja os cidadãos palestinos e israelenses das munições deflagradas de ambos os lados. Sangue derramado somente contribui para amaldiçoar o território;
  3. Para que ambos os lados sejam flexíveis cheguem a um consenso de trégua, via diplomacia em vez de combates. Temos que pedir perdão a Deus em intercessão pelas mortes de civis inocentes causadas tanto pelo exército israelense como pelo Hamas;
  4. Para que os líderes do Hamas se conscientizem e aceitem que Israel é uma realidade e concordem em encontrar saídas diplomáticas para que ideologias opostas possam coexistir de forma respeitosa entre o Hamas e o governo israelense.

Continuem intercedendo pela paz em Jerusalém, pela reconciliação entre árabes e judeus. Nenhuma das partes está correta: nem Israel, com as ofensivas brutais, nem a Palestina, por permitir as ações dos militantes do Hamas.

Como cristãos, não podemos permanecer alheios à situação, mas sim temos que entender a mecânica dos acontecimentos no Oriente Médio. Muitos ficam invariavelmente do lado dos judeus, outros dos palestinos nesta hora. Na realidade, a questão é bem mais profunda do que isto.

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Assista a reportagens sobre Israel e o Oriente Médio clicando aqui.

Uma observação importante: orar pela paz em Jerusalém não significa ser a favor ddos judeus e contra os árabes, como muitos deduzem e acabam, por fim, discriminando os árabes. Nossa luta não é contra as pessoas (Efésios 6:12). Lembrem-se que Ismael e Isaque pertencem à mesma semente de Abraão. E Deus promete reconciliar os povos novamente no final dos tempos, durante o Reino Milenar de Cristo, conforme Isaías 19:19-25:

"Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará. E o Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão. E ferirá o Senhor ao Egito, ferirá e o curará; e converter-se-ão ao Senhor, e mover-se-á às suas orações, e os curará; 23 Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança."

Vocês podem até pensar: "Mas se Deus já vai fazer isso mesmo, porque preciso orar pela paz de Jerusalém?". A resposta é que a intercessão muda a história, e a intercessão nesse sentido poderá muito bem acelerar a volta de Cristo e o cumprimento dessa profecia de reconciliação entre árabes e judeus! Houve muita intercessão (desde 1814) antes de se fundar oEstado de Israel em 1948- o processo foi acelerado - o Estado de Israel é uma realidade! E será assim também se intercedermos pelo Oriente Médio, porque Deus nunca muda e Ele cumpre Sua Palavra!

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A Paz do Senhor a Todos!

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