Notícia do jornal "Folha de São Paulo" de 18 de maio de 2009

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Obama pede que Israel interrompa construção de assentamentos

 O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que Israel tem de interromper a construção de assentamentos judaicos em territórios palestinos e reafirmou o compromisso americano com a criação de um Estado palestino.

Os comentários de Obama foram feitos ao lado do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, com quem manteve, nesta segunda-feira, um encontro que se prolongou por uma hora além das duas inicialmente previstas. ''Acredito ser do interesse não apenas de palestinos, mas também de israelenses, que os EUA e a comunidade internacional alcancem uma solução com dois Estados'', afirmou o líder americano.

O congelamento da construção de assentamentos e o estabelecimento de um Estado palestino ao lado de Israel foram compromissos firmados por governos israelenses no passado, mas que vêm encontrando resistência junto à administração de Netanyahu.

Durante o plano de paz estabelecido em 2003, palestinos, israelenses e americanos alcançaram um compromisso de interromper a edificação de novos assentamentos na Cisjordânia.

Mas Netanyahu resiste às pressões de americanos, representantes da União Europeia (UE) e países árabes que veem a expansão dos assentamentos como um obstáculo para um acordo de paz. Em 2008, o então presidente dos EUA, George W. Bush, o ex-premiê israelense Ehud Olmert e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, firmaram o objetivo de estabelecer a criação de um Estado palestino lado a lado com Israel.

Mas a coalizão comandada por Netanyahu conta com partidos de direita que se opõem à criação de um Estado palestino. E o próprio líder israelense não falou publicamente até o momento sobre um possível Estado palestino --nem mesmo no encontro desta segunda.

Oportunidade - 'Nós vimos o progresso estancar, mas eu sugeri ao primeiro-ministro que ele tem uma oportunidade histórica para obter um avanço importante durante a sua gestão'', disse Obama. Netanyahu disse estar pronto a retomar negociações de paz com os palestinos imediatamente e que aceita que Israel e palestinos vivam lado a lado, mas acrescentou que qualquer acordo dependerá da aceitação do reconhecimento de que Israel possa existir.

O premiê de Israel procurou também mostrar que existe consenso entre israelenses e países árabes em relação a temores provocados pelas supostas aspirações do Irã em adquirir armas nucleares.

O líder americano afirmou que, a despeito da intenção dos EUA de alcançar uma saída diplomática para que o Irã abdique de suas possíveis ambições nucleares, o prazo para essa solução negociada ser alcançada não será indefinido. ''Não iremos falar para sempre. Minha expectativa é de que, se começarmos as discussões logo, pouco após as eleições iranianas, nós deveremos ter uma ideia razoavelmente clara até do final do ano se estamos indo na direção certa'', afirmou Obama.

No encontro, Obama e Netanyahu procuraram demonstrar um tom amistoso, em sua primeira reunião realizada desde que ambos chegaram ao poder. O americano destacou a ''juventude e sabedoria'' do colega, ao que Netanyahu retrucou: ''Eu refutaria juventude, mas muito bem''. Mas as divergências entre os dois líderes em diferentes temas permaneceram claras durante os comentários feitos à imprensa após a reunião.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque para mais informações)

As tentativas para se negociar a paz entre Israel e Palestina continuam. O presidente Obama declara que é a favor da criação de um Estado Palestino, apesar da aparente inflexibilidade de Netanyahu em abordar o tema durante a reunião. No atual cenário, o Estado Palestino poderá sim ajudar no processo de paz, minimizando a hostilidade entre judeus e palestinos. 

Porém, vale ressaltar que a criação do Estado Palestino não resolve a questão - não trará a verdadeira paz. A criação do Estado Palestino não trará fim ao espírito de divisão que impera entre palestinos e judeus. Este espírito está incrustado, conforme narra o livro de Gênesis, desde quando Sara e Hagar começaram a ter atritos - as duas tinham dado filhos a Abraão. O espírito de divisão ficou ainda mais evidente quando Sara expulsou Hagar, por se incomodar que Ismael (que deu origem aos árabes) ria de Isaque (que deu origem a Israel) durante sua festa.

Curiosamente, Gênesis jamais narra que Deus estaria contra Ismael e a favor de Isaque. Apesar de Deus dizer a Abraão que teria aliança com Isaque, Ele sempre afirma que também abençoaria Ismael e sua descendência. Por isso, orar pela Paz em Jerusalém jamais será ficar a favor do judeu e contra o árabe. No enterro de Abraão, por exemplo, estavam lá Isaque e Ismael em reverência ao pai (Gênesis 25:9). O texto bíblico sugere que, pelo menos, havia respeito entre os dois irmãos.

A verdadeira paz entre judeus e palestinos ocorrerá quando os dois povos se perdoarem, se aceitarem, o que para qualquer historiador ou jornalista é uma alternativa inatingível ou impossível. Mas para Jesus é possível. A verdadeira paz ocorrerá quando os dois povos reconhecerem Jesus como o verdadeiro Messias, o Rei de Jerusalém. Aí é que entra nossa intercessão, nosso papel como cristãos.

Portanto, continuem intercedendo pela paz em Jerusalém, pela reconciliação entre árabes e judeus.

Se você quiser entender melhor o conflito sobre o Oriente Médio tanto do ponto de vista histórico, como do ponto de vista da guerra espiritual, recomendamos os seguintes livros:

  • Ore pela Paz de Jerusalém (Autor: Tom Hess)
  • O Atlas do Oriente Médio (Autor: Dan Smith)

Como cristãos, não podemos permanecer alheios à situação, mas sim temos que entender a mecânica dos acontecimentos no Oriente Médio. Muitos ficam invariavelmente do lado dos judeus, outros dos palestinos nesta hora. Na realidade, a questão é bem mais profunda do que isto.

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Uma observação importante: orar pela paz em Jerusalém não significa ser a favor ddos judeus e contra os árabes, como muitos deduzem e acabam, por fim, discriminando os árabes. Nossa luta não é contra as pessoas (Efésios 6:12. Lembrem-se que Ismael e Isaque pertencem à mesma semente de Abraão. E Deus promete reconciliar os povos novamente no final dos tempos durante o Reino Milenar de Cristo, conforme Isaías 19:19-25:

"Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará. E o Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão. E ferirá o Senhor ao Egito, ferirá e o curará; e converter-se-ão ao Senhor, e mover-se-á às suas orações, e os curará; 23 Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança."

Vocês podem até pensar: "Mas se Deus já vai fazer isso mesmo, porque preciso orar pela paz de Jerusalém?". A resposta é que a intercessão muda a história, e a intercessão nesse sentido poderá muito bem acelerar a volta de Cristo e o cumprimento dessa profecia de reconciliação entre árabes e judeus! Houve muita intercessão (desde 1814) antes de se fundar oEstado de Israel em 1948- o processo foi acelerado - o Estado de Israel é uma realidade! E será assim também se intercedermos pelo Oriente Médio, porque Deus nunca muda e Ele cumpre Sua Palavra!

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A Paz do Senhor a Todos!

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