Notícia do jornal "Folha de São Paulo" de 3 de abril de 2010

Israel ameaça lançar nova ofensiva contra Gaza

IsraelO governo israelense ameaçou nesta sexta-feira lançar uma nova ofensiva contra grupo radical islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza (território palestino) desde 2007, caso continuem os disparos de foguetes a partir desta região. Ontem à noite, aviões israelenses fizeram uma série de ataques às cidades de Gaza, Rafah e Khan Younis.

"Se não cessarem os foguetes contra Israel, parece-me que vamos ter de elevar o nível de nossa atividade e intensificar nossas ações contra o Hamas", declarou o vice-primeiro-ministro Sylvan Shalom à rádio pública israelense.

O primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, fez um apelo à comunidade internacional que impeça o início de um novo ciclo de violência. "Exortamos à comunidade internacional para que intervenha e coloque um fim a esta escalada e a agressão israelense", declarou, em um comunicado oficial.

Em Londres, o Ministério das Relações Exteriores manifestou preocupação pelos ataques. Os EUA insistiram que israelenses e palestinos privilegiem o diálogo. "Os israelenses têm o direito de se defender, mas ao mesmo tempo, como dissemos muitas vezes, não acreditamos que há uma solução militar para este conflito", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley.

Ataques - Pelo menos três crianças ficaram feridas, segundo fontes palestinas, no que foi considerado a pior ofensiva israelense desde janeiro de 2009, quando 1.400 palestinos morreram, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos e fontes locais.

O Exército israelense alegou que os bombardeios recentes foram uma resposta ao lançamento de um foguete palestino contra a cidade israelense de Ashkelon, nesta quinta-feira. Segundo Israel, foram atingidos duas fábricas e dois depósitos de armamentos.

Segundo o Hamas, os ataques aéreos também atingiram dez locais, incluindo uma fábrica de queijos e um complexo cinematográfico construído pelos líderes do Hamas. Três crianças palestinas ficaram feridas e estão hospitalizadas, segundo o representante de saúde em Gaza, o médico Moaiya Hassanain.

Foguetes e provocações - No ano passado, Israel conduziu uma guerra em Gaza, após anos de ataques de foguetes. Desde então, o Hamas tem tentado evitar provocações que pudessem levar a uma ação militar israelense.

A liderança do grupo militar islâmico, aparentemente, não quer ser vista como responsável pelo aumento do sofrimento na faixa de Gaza, onde 80% da população depende de suprimentos da ONU (Organização das Nações Unidas) para sobreviver.

Os moradores de Gaza não conseguiram reconstruir o local após as ofensivas israelenses. Israel e Egito impuseram um bloqueio, que impede a entrada de produtos como cimento e aço na faixa de Gaza.

O Exército israelense afirmou em comunicado que cerca de 20 foguetes e morteiros foram atirados contra Israel da faixa de Gaza no mês de março, incluindo um que matou um trabalhador rural tailandês. No total, mais de 40 foguetes e morteiros foram lançados contra Israel desde o começo do ano, segundo a contagem dos militares.

O Hamas não assumiu a autoria de nenhum foguete por mais de um ano. A maioria dos ataques recentes foram assumidos por grupos considerados mais radicais que o Hamas, que acusam o grupo de ter amolecido no confronto armado com Israel.

O Hamas se envolveu numa troca de tiros com forças israelenses na semana passada, no primeiro incidentes do tipo desde a guerra na faixa de Gaza, em janeiro de 2009. Dois soldados e um civil palestino morreram.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque para mais informações)

O cenário não mudou nada desde os recentes ataques israelenses à Faixa de Gaza no começo de 2009. Portanto, é preciso se recordar alguns pontos do conflito:

  • O Hamas é um grupo terrorista (não apenas um partido político), que veio violando várias vezes o acordo de cessar-fogo que havia feito com Israel, lançando mísseis em direção a cidades israelenses, mesmo antes da data do fim do acordo de cessar-fogo
  • JAMAIS devemos generalizar que todo palestino seria membro do Hamas ou terrorista, como muitas vezes a cultura ocidental impõe e a imprensa coloca. A ofensiva de Israel é contra a liderança do Hamas, não contra os palestinos
  • O governo israelense, ao que as notícias indicam, também não cumpriu sua parte em liberar o bloqueio feito anteriormente na Faixa de Gaza desde o fim de 2008; portanto a paciência dos palestinos se esgotou
  • O governo israelense já havia alertado o Hamas para voltarem a respeitar o acordo de cessar-fogo, senão Israel tomaria as providências para proteger o seu território. Qualquer outro país faria a mesma coisa diante desta situação para proteger os seus cidadãos, depois de violação de um acordo diplomático formal de cessar-fogo

Como cristãos, é importante termos em mente que o Estado de Israel foi uma promessa do Senhor, que a cumpriu conforme Ezequiel 37, mesmo que o Hamas nunca aceite a existência da nação israelense. O povo judeu continua sendo o povo da aliança de Deus e nós somos enxertados na mesma aliança conforme Romanos 11. Outra coisa: tanto o povo judeu como o povo árabe tem o mesmo pai: Abraão. Por isso, Deus faz a promessa da reconciliação entre árabes e judeus, conforme Isaías 19:19-25 (leia o final deste comentário).

Portanto, o nosso papel como cristão é realmente reconhecer que Israel é a nação da promessa do Senhor, que deve ser defendida e que toda nação que se alinhar contra Israel, estará na realidade alinhando-se ao sistema do anticristo num futuro próximo. Porém, não é o papel do cristão "ser a favor dos judeus e contra os árabes", mas deve ser o de interceder pela reconciliação entre os dois povos. Devemos, sim, ser contra as mortes, os conflitos (sempre injustos) na região, e o flagelo que está ocorrendo com a população palestina e israelense inocente da Faixa de Gaza, que sofre consequências das ofensivas entre Israel e o Hamas. Recomendamos assistir ao vídeo sobre as tentativas de partilha da terra entre palestinos e judeus para se entender melhor o conflito. Clique aqui para assistir ao vídeo.

Portanto, pedimos que vocês intercedam por estes pontos específicos urgentes em suas orações:

  1. Para que o Senhor proteja os cidadãos palestinos e israelenses das munições deflagradas de ambos os lados. Sangue derramado somente amaldiçoa o território;
  2. Para que as ofensivas israelenses e os mísseis lançados pelo Hamas cessem imediatamente;
  3. Para que haja imediatamente uma saída diplomáticas para o conflito;
  4. Para que os líderes do Hamas se conscientizem de que Israel é uma realidade e concordem em encontrar saídas diplomáticas para que ideologias opostas possam coexistir de forma respeitosa entre o Hamas e o governo israelense.

Continuem intercedendo pela paz em Jerusalém, pela reconciliação entre árabes e judeus. Nenhuma das partes está correta: nem Israel, com as ofensivas brutais, nem a Palestina, por permitir as ações dos militantes do Hamas.

Como cristãos, não podemos permanecer alheios à situação, mas sim temos que entender a mecânica dos acontecimentos no Oriente Médio. Muitos ficam invariavelmente do lado dos judeus, outros dos palestinos nesta hora. Na realidade, a questão é bem mais profunda do que isto.

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Uma observação importante: orar pela paz em Jerusalém não significa ser a favor ddos judeus e contra os árabes, como muitos deduzem e acabam, por fim, discriminando os árabes. Nossa luta não é contra as pessoas (Efésios 6:12). Lembrem-se que Ismael e Isaque pertencem à mesma semente de Abraão. E Deus promete reconciliar os povos novamente no final dos tempos, durante o Reino Milenar de Cristo, conforme Isaías 19:19-25:

"Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará. E o Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão. E ferirá o Senhor ao Egito, ferirá e o curará; e converter-se-ão ao Senhor, e mover-se-á às suas orações, e os curará; 23 Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança."

Vocês podem até pensar: "Mas se Deus já vai fazer isso mesmo, porque preciso orar pela paz de Jerusalém?". A resposta é que a intercessão muda a história, e a intercessão nesse sentido poderá muito bem acelerar a volta de Cristo e o cumprimento dessa profecia de reconciliação entre árabes e judeus! Houve muita intercessão (desde 1814) antes de se fundar oEstado de Israel em 1948- o processo foi acelerado - o Estado de Israel é uma realidade! E será assim também se intercedermos pelo Oriente Médio, porque Deus nunca muda e Ele cumpre Sua Palavra!

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A Paz do Senhor a Todos!

 

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