Notícia do jornal "Folha de São Paulo" de 13 de julho de 2010

Após pausa, Israel reinicia expansão de colônias em Jerusalém Oriental

IsraelPalestina Israel voltou a demolir casas e edifícios palestinos em Jerusalém Oriental, supostamente porque as construções não tinham as permissões necessárias. A Prefeitura de Jerusalém negou que houvesse moradores nas duas casas e afirmou que elas estavam sendo construídas de forma ilegal, embora alguns veículos de comunicação locais tenham citado testemunhas que disseram ver famílias palestinas tirando pertences dos imóveis

As demolições foram realizadas no começo da manhã de segunda-feira no bairro de Isawiya, depois de forças de segurança israelenses terem bloqueado várias ruas.Segundo a agência de notícias palestina "Ma'an", as famílias de Sabah Abu Rmeile e Mahmoud Abu Rayale disseram que uma mulher, Sabah Abu Rmeile, foi ferida durante confrontos que aconteceram em meio às demolições.As três estruturas incompletas demolidas foram as primeiras a ruir um mês após a destruição de dois galpões de uso agrícola nos bairros de Abu Tor e Siluan, ambos também em Jerusalém Oriental.

Também foram destruídos em Isawiya uma quadra, uma cerca, uma trilha e várias árvores frutíferas.

As propriedades pertenciam a uma família palestina que tem uma pequena fazenda no lugar e conta com as permissões exigidas para abrigar animais, segundo o Comitê Israelense Contra a Demolição de Casas.

A expansão de assentamentos em Jerusalém Oriental já foi alvo de polêmicas entre o vice-presidente americano, Joe Biden, e o governo israelense, durante visita oficial a Israel, e tem sido classificada como um dos principais entraves ao processo de paz entre israelenses e palestinos.

ASSENTAMENTOS - Ainda no início de julho um relatório publicado pela organização israelense de direitos humanos B-Tselem apurou que os assentamentos judaicos representam 42% do território palestino ocupado da Cisjordânia.

Um quinto (21%) das colônias judaicas estão erguidas sobre terras que Israel reconhece como terrenos privados palestinos, em contraposição com aquelas parcelas que o Estado judeu qualifica como "terrenos do Estado" embora, segundo a legislação internacional, toda a Cisjordânia faça parte dos territórios ocupados em 1967.

Os dados oficiais assinalam que as zonas de construção dos assentamentos cobrem cerca de 1% da Cisjordânia, mas a ONG israelense revela que seus limites jurisdicionais superam 42% da superfície do território.

Israel aceitou em 2004 o plano de paz do "Mapa de Caminho", pelo qual se comprometia a congelar a construção nos assentamentos.

De acordo com o documento, até o fim do ano passado, a população nas colônias judaicas cresceu 28%, de 235.263 a 301.200 residentes, sem incluir Jerusalém Oriental.

Na parte oriental de Jerusalém, onde os palestinos pretendem estabelecer a capital de seu futuro Estado e foi que foi anexada por Israel após 1967, residem atualmente 190 mil israelenses, segundo dados da organização israelense Paz Agora.

O crescimento da população em 2008 nas colônias foi três vezes superior ao da média da população de Israel, e desde que foi iniciado o processo de paz de Oslo, em 1993, o número de colonos triplicou, afirma o relatório.

A legislação internacional considera todos os assentamentos israelenses construídos em território ocupado na Guerra de 1967 (Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental) ilegais e entende que supõem um sério obstáculo para a paz e o estabelecimento de um futuro Estado palestino.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque para mais informações)

Apesar de todos os esforços, fica claro que os políticos atuais são incapazes de fazer com que Israel e Palestina aceitem um acordo de paz. Do ponto de vista bíblico, a verdadeira paz virá somente mediante o reconhecimento do Messias Jesus Cristo entre os povos. Ele é o verdadeiro e único Príncipe da Paz (Isaías 9:6).

Portanto, qualquer negociação de paz sem o reconhecimento do Messias, ocasionará fracasso. E mais: volta à pauta o cumprimento da profecia bíblica de que surgirá um falso messias em breve, o anticristo, que promoverá uma falsa paz, um acordo de sete anos que dará início ao período deTribulação.

Continuem intercedendo pela paz em Jerusalém, pela reconciliação entre árabes e judeus. Se você quiser entender melhor o conflito sobre o Oriente Médio tanto do ponto de vista histórico, como do ponto de vista da guerra espiritual, recomendamos os seguintes livros:

  • Ore pela Paz de Jerusalém (Autor: Tom Hess)
  • O Atlas do Oriente Médio (Autor: Dan Smith)

Como cristãos, não podemos permanecer alheios à situação, mas sim temos que entender a mecânica dos acontecimentos no Oriente Médio. Muitos ficam invariavelmente do lado dos judeus, outros dos palestinos nesta hora. Na realidade, a questão é bem mais profunda do que isto.

Assista a reportagens sobre Israel e o Oriente Médio clicando aqui.

Uma observação importante: orar pela paz em Jerusalém não significa ser a favor ddos judeus e contra os árabes, como muitos deduzem e acabam, por fim, discriminando os árabes. Nossa luta não é contra as pessoas (Efésios 6:12). Lembrem-se que Ismael e Isaque pertencem à mesma semente de Abraão. E Deus promete reconciliar os povos novamente no final dos tempos, durante o Reino Milenar de Cristo, conforme Isaías 19:19-25:

"Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira. E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará. E o Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão. E ferirá o Senhor ao Egito, ferirá e o curará; e converter-se-ão ao Senhor, e mover-se-á às suas orações, e os curará; 23 Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios. Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança."

Vocês podem até pensar: "Mas se Deus já vai fazer isso mesmo, porque preciso orar pela paz de Jerusalém?". A resposta é que a intercessão muda a história, e a intercessão nesse sentido poderá muito bem acelerar a volta de Cristo e o cumprimento dessa profecia de reconciliação entre árabes e judeus! Houve muita intercessão (desde 1814) antes de se fundar o Estado de Israel em 1948- o processo foi acelerado - o Estado de Israel é uma realidade! E será assim também se intercedermos pelo Oriente Médio, porque Deus nunca muda e Ele cumpre Sua Palavra!

Estude os sinais do tempo do fim, clicando aqui.

A Paz do Senhor a Todos!

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