Notícia do Portal "Globo.com" de 12 de julho de 2015

Reunião do Eurogrupo termina sem acordo sobre a Grécia

Os ministros de Economia e Finanças da zona do euro (Eurogrupo) terminaram a reunião deste domingo (12), sem a definição de um acordo que permita conceder um terceiro pacote de ajuda financeira à Grécia.

"O Eurogrupo terminou. Passamos a tarefa à cúpula de líderes do euro", disse o ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, que participou da reunião, e que também revelou que foram obtidos "progressos".

A questão agora será levada para os 19 chefes de Estado e de Governo da zona do euro, que já estão reunidos em Bruxelas.

"Nós agora vamos informar os líderes, nós encerramos nossa discussão", disse o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem. "Nós fizemos muitos progressos, mas algumas grandes questões ainda estão em aberto. Então nós vamos apresentá-las aos líderes de governo e a decisão será deles", afirmou.

"Um rascunho de acordo será levado aos líderes de governo, e acho que fizemos muitos progressos, mas ainda há algumas lacunas no texto", disse Pierre Gramegna, ministro das Finanças de Luxemburgo. "Conseguimos resolver muitas coisas". "Só posso confirmar que temos um bom texto (...) todas as opções estão sobre a mesa".

Ainda de acordo com Stubb, o documento é uma "proposta ambiciosa", que contêm reformas na legislação que terão que ser aprovadas até 15 de julho; condições e ações prévias que terão que ser atendidas, e exigências em relação a privatizações. "Se houve a abertura de negociação de ajuda do ESM (o fundo de estabilização europeu, responsável por conceder a ajuda), todas essas condições terão que ser acordadas e aprovadas pelo parlamento grego. Acho que foi um bom resultado", afirmou.

Ajuda ou suspensão - Os termos do documento entregue aos chefes de estado não foi divulgado. Segundo a Reuters, no entanto, o texto apresenta uma longa série de condições para que a Grécia recebe ajuda, a maioria aparentemente aceita pelo país. 

O documento, ainda de acordo com a Reuters, também apresenta duas possíveis conclusões: em uma, a ajuda para a Grécia é aprovada. A outra afirma que, se um acordo não for fechado, deve ser oferecida ao país uma negociação rápida para um "afastamento" da zona do euro, com possível reestruturação da dívida.

Discussões - Os ministros das Finanças e da Economia da zona do euro voltaram a discutir neste domingo a ajuda à Grécia. No sábado, a reunião do Eurogrupo durou sete horas e terminou sem acordo. Para facilitar a negociação, a União Europeia (UE) decidiu cancelar um encontro de cúpula extraordinária dos 28 líderes prevista para este domingo, para dar mais tempo à Eurozona para obter um pacto.

A agência de notícias Reuters divulgou o que seria um esboço da declaração do Eurogrupo. Segundo a agência, o texto diz que a Grécia não será capaz de começar as negociações para receber um terceiro pacote de ajuda financeira até que faça mudanças no seu imposto sobre o comércio e no seu sistema de aposentadorias, além de fortalecer a independência da agência de estatísticas.

Os ministros estiveram reunidos por mais de sete horas no sábado para avaliar as propostas apresentadas na véspera pelo governo grego em troca de ajuda financeira ao país, que tem dívidas superiores a 150% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

O grupo reconheceu as dificuldades no debate. "Foram discutidas as questões de credibilidade e confiança, além das questões do financiamento relacionadas, mas não chegamos a uma conclusão", afirmou o holandês Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo. "Ainda é muito difícil, mas o trabalho ainda está em progresso."

Sob a presidência dele, o fórum começou às 10h30 (horário de Brasília) a analisar o plano de reformas solicitado pelo governo de Alexis Tsipras para que a Grécia receba um novo resgate, por um período de três anos e por um valor de cerca de € 50 bilhões.

RESUMO DO CASO- A Grécia enfrenta uma forte crise econômica por ter gastado mais do que podia.
- Essa dívida foi financiada por empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do resto da Europa.
- Na última terça-feira (30), venceu uma parcela de € 1,6 bilhão da dívida com o FMI. Então, o país entrou em "default" (situação de calote), o que pode resultar na sua saída da zona do euro.
- Essa saída não é automática e, se acontecer, pode demorar. Não existe um mecanismo de "expulsão" de um país da zona do euro.
- Como a crise ficou mais grave, os bancos estão fechados nesta semana para evitar que os gregos saquem tudo o que têm e quebrem as instituições.
- A Grécia depende de recursos da Europa para conseguir fazer o pagamento ao FMI. Os europeus, no entanto, exigem que o país corte gastos e aumente impostos para liberar mais dinheiro. O prazo para renovar essa ajuda também venceu nesta terça-feira.
O governo grego apresentou uma nova proposta de ajuda ao Eurogrupo, grupo que reúne ministros da União Europeia, fazendo concessões, mas rejeitando algumas das medidas de cortes mais duras.
- O primeiro-ministro grego convocou um referendo para domingo (5 de julho). Os gregos serão consultados se concordam com as condições europeias para o empréstimo.
- A Europa pressiona para que a Grécia aceite as condições e fique na zona do euro. Isso porque uma saída pode prejudicar a confiança do mundo na região e na moeda única.
- Para a Grécia, a saída do euro significa retomar o controle sobre sua política monetária (que hoje é "terceirizada" para o BC europeu), o que pode ajudar nas exportações, entre outras coisas, mas também deve fechar o país para a entrada de capital estrangeiro e agravar a crise econômica.

Comentário: (clique sobre os textos em destaque par a mais informações)

Uma das marcas do final dos tempos, segundo a profecia bíblica, será uma crise econômica mundial sem precedentes. Tal crise será um dos fatos que alavancará o anticristo a implantar a marca da besta, consolidando e controlando a economia mundial.

Organizações financeiras européias, como o Banco HSBC, se veem obrigadas a encarar restruturações, como a acima, para poderem sobreviver em meio à crise econômica. A China, na semana de 6 de Julho de 2015, sofreu um crash na bolsa de valores sem precedentes.

A Europa está atualmente muito preocupada. Alguns líderes, como a chanceler alemã Angela Merkel, chegaram a afirmar que a crise atual pode superar o período pós-segunda guerra mundial. Pode parecer exagero, mas é perfeitamente possível que isso ocorra hoje. As medidas de austeridade adotadas pelos países europeus são considerados, por alguns especialistas, como uma espécie de última tentativa para manter o bloco do Euro estabilizado.

Hoje, a economia já trabalha com base em blocos únicos. Um exemplo é reflexo diário das bolsas mundiais às mudanças ocorridas em qualquer país. Portanto, as economias nacionais estão literalmente operando interligadas.

Recentemente li um livro excelente chamado O Presságio, do autor Jonathan Cahn, que explica não somente fatos proféticos relacionados com os atos terroristas de 11 de setembro de 2001, mas o futuro crítico da economia mundial atual desencadeado por esse evento. O capítulo 17 do livro é totalmente dedicado ao mistério da Shemitah. Shemitah significa liberação, a remissão, o descanso da terra a cada sete anos (Levítico 25:2-4). O livro correlaciona surpreendentemente bem as crises econômicas de 2001, 2008 e agora, em 2015 (ciclos de sete anos) aos preceitos da Shemitah. Vale a pena ler o livro.

É tempo de vigiarmos pois tais indícios mostram que a Volta de Jesus não está longe de ocorrer, embora não saibamos nem o dia e nem a hora (Mateus 24:36). Somente Deus Pai o sabe.

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